domingo, fevereiro 25, 2007


ALEMANHA NOV 2005



Bem-vindo (a), carinhosamente minha saudação!



Lua Branca

Chiquinha Gonzaga
Letra e Música


Ó! lua branca de fulgores e de encanto,

Se é verdade que ao amor tu dás abrigo

vem tirar dos olhos meus, o pranto

Ai vem matar essa paixão que anda comigo.





Ai! Por quem és, desce do céu, ó ! lua branca

Essa amargura do meu peito, ó! vem, arranca

Dá-me o luar de tua compaixão

Ó! vem, por Deus, iluminar meu coração.





E quantas vezes lá no céu me aparecias

A brilhar em noite calma e constelada,

Em tua luz então me surpreendias

Ajoelhado junto aos pés da minha amada




Ela a chorar, a soluçar, cheia de pejo

Vinha em seus lábios me ofertar, um doce beijo...


Ela partiu, me abandonou assim...


Ó! lua branca,

por quem és, ...

tem dó de mim!...


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sábado, fevereiro 24, 2007

Bem-vindo (a), carinhosamente minha saudação!
1. DIREITO À VIDA E O ABORTO
Nicarágua – Não ao aborto.
A agência ACI (http://www.acidigital.com/) divulgou no dia 15 de fevereiro de 2007 em seu noticiário, revelações do Presidente da Associação Nicaragüense pela Vida, Dr. Rafael Cabrera, sobre as retaliações abortistas sofridas pela Nicarágua em razão deste país ter tomado posição em defesa da vida do nascituro (ainda não nascido).
O Dr.Rafael Cabrera enfatizou que a decisão de penalizar o aborto terapêutico foi tomada após uma luta que se arrastou por dez anos. Alega ainda que se sente ofendido pela intromissão de embaixadores, organizações internacionais, como a ONU, diante das ameaças de suspensão de ajuda econômica, se o país não se render ás imposições destes órgãos.
Noticiou a agência ACI, citando o comentário do Dr. Rafael Cabrera: “Seguidamente demarcou que a distinção que fazem entre aborto e aborto terapêutico os abortistas internacionais como Litvine é amostra de ignorância, já que o "aborto é a eliminação de um bebê vivo do ventre da mãe e ponto. O aborto terapêutico é um 'condimento' que fazem para provocar essas normas por qualquer razão".
O renomado médico qualificou o aborto como “negócio milionário” relacionando-se com a questão genética, de células mãe, e fabricação de vacinas, originadas de tecidos de fetos abortados.
Na série de denúncias apresentadas cita que o relatório da Organização Pan-americana da Saúde, faz crer como abortos terapêuticos, situações que não são abortos terapêuticos.
No noticiário da agência (ACI) encontramos: “Cabrera advertiu que a OPS "depende da Organização Mundial da Saúde e de Nações Unidas, que são as organizações que mais favorecem o aborto no mundo. Uma organização que supostamente está destinada para o benefício da humanidade, está procurando como não nasçam crianças. E nisto está envolvido o Banco Mundial, o IMF, UNICEF e o PNUD".


2. A História do Voto no Brasil – (continuação)
Fim do regime militar
Em 1985, o primeiro presidente civil após o Golpe de 64 foi eleito: Tancredo Neves. Apesar de indireta, sua escolha entusiasmou a maioria dos brasileiros, marcando o fim do Regime Militar e o início da redemocratização do País.
Com a morte de Tancredo, logo após sua eleição a presidência foi ocupada pelo vice, José Sarney, que, ironicamente, era um dos principais líderes da Arena, partido que apoiava o Regime Militar.
Apesar disso, o período conhecido como Nova República trouxe avanços importantes: ainda em 1985, uma emenda constitucional restabeleceu eleições diretas para a presidência e para as prefeituras das cidades consideradas como área de segurança nacional pelo Regime Militar. A emenda também concedeu direito de voto aos maiores de 16 anos e, pela primeira vez na história republicana, os analfabetos também passaram a votar, um dos grandes avanços das eleições.

(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')
Agência Câmara
Fonte: Agência Câmara Federal.
Continua nas próximas postagens! (Próximo tema: Fim da fidelidade partidária)


FILOSOFIA
Aprendizado e Meditação
A humildade é necessária ao que deseja aprender.
A humildade é o princípio do aprendizado, e sobre ela, muita coisa tendo sido escrita, as três seguintes, de modo principal, dizem respeito ao estudante.
A primeira é que não tenha como vil nenhuma ciência e nenhuma escritura.
A segunda é que não se envergonhe de aprender de ninguém.
A terceira é que, quando tiver alcançado a ciência, não despreze aos demais.

Muitos se enganaram por quererem parecer sábios antes do tempo, pois com isto envergonharam-se de aprender dos demais o que ignoravam. Tu, porém meu filho, aprende de todos de boa vontade aquilo que desconheces. Serás mais sábio do que todos, se quiseres aprender de todos. Nenhuma ciência, portanto, tenhas como vil, porque toda ciência é boa. Nenhuma Escritura, ou pelo menos, nenhuma Lei desprezes, se estiver à disposição. Se nada lucrares, também nada terás perdido. Diz, de fato, o Apóstolo:"Omnia legentes, quae bona sunt tenentes". (I Tess. 5)
O bom estudante deve ser humilde e manso, inteiramente alheio aos cuidados do mundo e às tentações dos prazeres, e solícito em aprender de boa vontade de todos. Nunca presuma de sua ciência; não queira parecer douto, mas sê-lo; busque os ditos dos sábios, e procure ardentemente ter sempre os seus vultos diante dos olhos da mente, como um espelho.
Três coisas necessárias ao estudante.
Três coisas são necessárias ao estudante: a natureza, o exercício e a disciplina.
Na natureza, que facilmente perceba o que foi ouvido e firmemente retenha o percebido.
No exercício, que cultive o senso natural pelo trabalho e diligência.
Na disciplina, que vivendo louvavelmente, componha os costumes com a ciência. Prime pelo engenho e pela memória.
Os que se dedicam ao estudo devem primar simultaneamente pelo engenho e pela memória, ambos os quais em todo estudo estão de tal modo unidos entre si que, faltando um, o outro não poderá conduzir ninguém à perfeição, assim como de nada aproveitam os lucros onde faltam os vigilantes, e em vão se fortificam os tesouros quando não se tem o que neles guardar.
O engenho é um certo vigor naturalmente existente na alma, importante em si mesmo.
A memória é a firmíssima percepção das coisas, das palavras, das sentenças e dos significados por parte da alma ou da mente.
O que o engenho encontra, a memória custodia.
O engenho provém da natureza, é auxiliado pelo uso, é embotado pelo trabalho imoderado e aguçado pelo exercício moderado.
A memória é principalmente ajudada e fortificada pelo exercício de reter e de meditar assiduamente.

A leitura e a meditação.
Duas coisas há que exercitam o engenho: a leitura e a meditação.
Na leitura, mediante regras e preceitos, somos instruídos pelas coisas que estão escritas. A leitura é também uma investigação do sentido por uma alma disciplinada.
Há três gêneros de leitura: a do docente, a do discípulo e a do que examina por si mesmo. Dizemos, de fato: "Leio o livro para o discípulo", "leio o livro pelo mestre", ou simplesmente "leio o livro".
A meditação.
A meditação é uma cogitação freqüente com conselho, que investiga prudentemente a causa e a origem, o modo e a utilidade de cada coisa.
A meditação toma o seu princípio da leitura, todavia não se realiza por nenhuma das regras ou dos preceitos da leitura. Na meditação, de fato, nos deleitamos discorrendo como que por um espaço aberto, no qual dirigimos a vista para a verdade a ser contemplada, admirando ora esta, ora aquelas causas das coisas, ora também penetrando no que nelas há de profundo, nada deixando de duvidoso ou de obscuro.
O princípio da doutrina, portanto, está na leitura; a sua consumação, na meditação.

Quem aprender a amá-la com familiaridade e a ela se dedicar frequentemente tornará a vida imensamente agradável e terá na tribulação a maior das consolações. A meditação é o que mais do que todas as coisas segrega a alma do estrépito dos atos terrenos; pela doçura de sua tranqüilidade já nesta vida nos oferece de algum modo um gosto antecipado da eterna; fazendo-nos buscar e inteligir, pelas coisas que foram feitas, àquele que as fez, ensina a alma pela ciência e a aprofunda na alegria, fazendo com que nela encontre o maior dos deleites. Três gêneros de meditação.
Três são os gêneros de meditação. O primeiro consiste no exame dos costumes, o segundo na indagação dos mandamentos, o terceiro na investigação das obras divinas.
Nos costumes a meditação examina os vícios e as virtudes. Nos mandamentos divinos, os que preceituam, os que prometem, os que ameaçam.
Nas obras de Deus, as em que Ele cria pela potência, as em que modera pela sabedoria, as em que coopera pela graça, as quais todas tanto mais alguém conhecerá o quanto sejam dignas de admiração quanto mais atentamente tiver se habituado em meditar as maravilhas de Deus.
Do confiar à memória aquilo que aprendemos.
A memória custodia, recolhendo-as, as coisas que o engenho investiga e encontra.
Importa que as coisas que dividimos ao aprender as recolhamos confiando-as à memória: recolher é reduzir a uma certa breve e sucinta suma as coisas das quais mais extensamente se escreveu ou se disputou, o que foi chamado pelos antigos de epílogo, isto é, uma breve recapitulação do que foi dito.
A memória do homem se regozija na brevidade, e se divide em muitas coisas, torna-se menor em cada uma delas.
Devemos, portanto, em todo estudo ou doutrina recolher algo certo e breve, que guardemos na arca da memória, de onde posteriormente, sendo necessário, as possamos retirar. Será também necessário revolvê-las frequentemente chamando-as, para que não envelheçam pela longa interrupção, do ventre da memória ao paladar. As três visões da alma racional. Diferença entre meditação e contemplação.

Três são as visões da alma racional: o pensamento, a meditação e a contemplação.
O pensamento ocorre quando a mente é tocada transitoriamente pela noção das coisas, quando a própria coisa se apresenta subitamente à alma pela sua imagem, seja entrando pelo sentido, seja surgindo da memória.
A meditação é um assíduo e sagaz reconduzir do pensamento em que nos esforçamos por explicar algo obscuro ou procuramos penetrar no que é oculto.
A contemplação é uma visão livre e perspicaz da alma de coisas amplamente esparsas.

Entre a meditação e a contemplação o que parece ser relevante é que a meditação é sempre das coisas ocultas à nossa inteligência; a contemplação, porém é de coisas que segundo a sua natureza ou segundo a nossa capacidade são manifestas; e que a meditação sempre se ocupa em buscar alguma coisa única, enquanto que a contemplação se estende à compreensão de muitas ou também de todas as coisas.
A meditação é, portanto, certo vagar curioso da mente, um investigar sagaz do obscuro, um desatar do que é intrincado.
A contemplação é aquela vivacidade da inteligência que, possuindo todas as coisas, as abarca em uma visão plenamente manifesta, e isto de tal maneira que aquilo que a meditação busca, a contemplação possui. Dois gêneros de contemplação.
Há, porém, dois gêneros de contemplação.
Um deles, que é o primeiro e que pertence aos principiantes, consiste na consideração das criaturas.
O outro, que é o último e que pertence aos perfeitos, consiste na contemplação do Criador.

No livro dos Provérbios, Salomão principiou como que meditando; no Eclesiastes elevou-se ao primeiro grau da contemplação; finalmente, no Cântico dos Cânticos transportou-se ao supremo.
Para que, portanto, possamos distinguir estas três coisas pelos seus próprios nomes, diremos que a primeira é meditação; a segunda, especulação; a terceira, contemplação.
Na meditação a perturbação das paixões carnais, surgindo importunamente, obscurece a mente inflamada por uma piedosa devoção; na especulação a novidade da insólita visão a levanta à admiração; na contemplação o gosto de uma extraordinária doçura a transforma toda em alegria e contentamento.
Portanto, na meditação temos solicitude; na especulação, admiração; na contemplação, doçura.
Três partes da exposição.
A exposição contém três partes: a letra, o sentido e a sentença.
A letra é a correta ordenação das palavras, a qual também chamamos de construção.
O sentido é um delineamento simples e adequado que a letra tem diante de si como um primeiro semblante.
A sentença é uma mais profunda inteligência, a qual não pode ser encontrada senão pela exposição ou interpretação. Para que uma exposição se torne perfeita requerem-se, nesta ordem, primeiro a letra, depois o sentido e posteriormente a sentença.
Os três gêneros de vaidades.
Três são os gêneros de vaidades.
O primeiro é a vaidade da mutabilidade, que está em todas as coisas caducas por sua condição.
O segundo é a vaidade da curiosidade ou da cobiça, que está na mente dos homens pelo amor desordenado das coisas transitórias e vãs.
O terceiro é a vaidade da mortalidade, que está nos corpos humanos pela penalidade.
As obrigações da eloqüência.
Disse Agostinho, famoso por sua eloqüência, e o disse com verdade, que o homem eloqüente deve aprender a falar de tal modo que ensine, que deleite e que submeta. A isto acrescentou que o ensinar pertence à necessidade, o deleitar à suavidade e o submeter à vitória.
Destas três coisas, a que foi colocada em primeiro lugar, isto é, a necessidade de ensinar, é constituída pelas coisas que dizemos, as outras duas pelo modo como as dizemos.
Quem, portanto, se esforça no falar em persuadir o que é bom, não despreze nenhuma destas coisas: ensine, deleite e submeta, orando e agindo para que seja ouvido inteligentemente, de boa vontade e obedientemente. Se assim o fizer, ainda que o assentimento do ouvinte não o siga, se o fizer apropriada e convenientemente, não sem mérito poderá ser dito eloqüente.
O mesmo Agostinho parece ter querido que ao ensino, ao deleite e à submissão também pertençam outras três coisas, ao dizer, de modo semelhante:
"Será eloqüente aquele que puder dizer o pequeno com humildade, o moderado com moderação, o grande com elevação".

Quem deseja conhecer e ensinar aprenda, portanto, quanto há para se ensinar e adquira a faculdade de dizê-las como convém a um homem de Igreja. Quem, na verdade, querendo ensinar, às vezes não é entendido, não julgue ainda ter dito o que deseja àquele a quem quer ensinar, porque, mesmo que tenha dito o que ele próprio entendeu, ainda não foi considerado como o tendo dito àquele por quem não foi entendido. Se, porém, foi entendido, de qualquer modo que o tenha dito, o disse.
Deve, portanto, o doutor das divinas Escrituras ser defensor da reta fé, debelador do erro, e ensinar o bem; e neste trabalho de pregação conciliar os adversos, levantar os indolentes, declarar aos ignorantes o que devem agir e o que devem esperar. Onde tiver encontrado, ou ele próprio os tiver feito, homens benévolos, atentos e dóceis, há de completar o restante conforme a causa o exija. Se os que ouvem devem ser ensinados, seja-o feito por meio de narração; se, todavia, necessitar que aquilo de que trata seja claramente conhecido, para que as coisas que são duvidosas se tornem certas, raciocine através dos documentos utilizados.
Autor: Hugo de São Vitor
Fonte: http://www.accio.com.br/Nazare/1946/h-opusc.htm
Difusão autorizada por Veritatis Splendor.




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quinta-feira, fevereiro 22, 2007

22/02/2007
Bem-vindo (a), carinhosamente minha saudação!
1. DIREITO À VIDA E O ABORTO
III-"Aborto- os direitos do nascituro- Aspectos variados - notícias


No último “post” concluímos a análise dos argumentos abortistas, e chegamos a hoje a conclusão da fragilidade daqueles argumentos, os quais não se sustentam quando integrados a uma análise científica, interdisciplinar, honesta, sem manipulações.
Continuaremos a tecer considerações sobre o assunto e peço que divulgue este site converse com outras pessoas sobre o tema mostrando e lembrando a gravidade do tema.
Continuo receptivo a qualquer indagação e ao debate mantidos com seriedade e com o compromisso de defesa da verdade, da vida.
Transcrevo nesta ocasião manifestação em Defesa da Vida com ato público a ser realizado em São Paulo no próximo mês de março de 2007:

“Uma verdadeira indignação toma conta da opinião pública contra o Projeto de Lei 1135/91, que juntamente com seu substitutivo legaliza o aborto até o 9º mês da gravidez.
Em Brasília, foi realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Vida, o 1º Simpósio Nacional Em Defesa da Vida na Câmara dos Deputados quando nasce o Movimento Nacional em Defesa da Vida, contra a legalização do aborto com comitês nos Estados da Federação, compromissados em defender a inviolabilidade do Direito à Vida.
O 1º Simpósio contou com palestras, dentre outros: Dr. Ives Gandra, jurista; Dra. Alice Teixeira, Médica e bióloga Pesquisadora da Unifesp; Cardeal Geraldo Majella Agnelo, presidente da CNBB; Dr. Zalmino Zimmermann, presidente da Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas; Dra. Marlene Nobre, médica; Dr. Cláudio Fonteles, ex-Procurador Geral da República.
A vida humana é uma dádiva de Deus, direito natural anterior ao Estado, que o deve reconhecer como direito fundamental. Por isso, sua garantia é a consagração da própria democracia. Não se trata de direito constituído pelo Estado e, portanto, nenhum grupo social poderá decidir quando outros devem morrer. É ainda um direito inquestionável conforme preceitua o art. 5º da Constituição Federal e o art. 2º do Código Civil Brasileiro.
Por este motivo estamos convidando V. Sa. a aderir a este movimento suprapartidário e ecumênico que luta pelo direito à vida desde a concepção e a participar do ATO PÚBLICO EM DEFESA DA VIDA na Praça da Sé, dia 24 de março de 2007, às 10h30.
Este ATO PÚBLICO visa a sensibilizar o povo brasileiro, os governantes e o Congresso Nacional para uma rejeição efetiva do projeto de Lei 1135/91, que determina que a vida possa ser eliminada até o nono mês da gestação, procedimento este que poderá ser aplicado sem qualquer restrição.
Contaremos com a presença de expressivas lideranças religiosas e da sociedade civil, representantes do Poder Público, artistas, entre outros, somando esforços contra a imposição deste Projeto de Lei, além de promover uma reflexão sobre o papel do ser humano na sociedade.
Esperando contar com seu apoio a este ATO PÚBLICO.Dra. Marilia de CastroCoordenadora do Comitê Estadual da Campanha Nacional em Defesa da Vida .
Fonte: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino

2. A História do Voto no Brasil – (continuação)
2.8 Década de 80: as Diretas-Já
Em 1984, milhares de pessoas foram às ruas exigir a volta das eleições diretas para presidente. Ulysses Guimarães foi uma das principais lideranças da campanha e tornou-se um dos maiores opositores ao regime militar, passando a ser chamado de Senhor Diretas. Apesar da pressão popular, a proposta de emenda à Constituição que restituía o voto direto, do deputado Dante de Oliveira, foi rejeitada.
A juíza do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal Ana Maria Amarante explica que, apesar dos apelos, a emenda das Diretas não foi aprovada naquele período porque "não era conveniente para importantes lideranças, não apenas militares. As lideranças civis temiam, talvez, uma mudança muito drástica: a ascensão do populismo sempre esteve nas preocupações da elite brasileiras", afirma.
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')
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Fonte: Agência Câmara Federal.
Continua nas próximas postagens! (Próximo tema: Fim do regime militar:)


Humor

1. Caloria é o alimento que comemos no verão.

2. Respeito e Cala a Boca
Dois meninos, um chamado Respeito e o outro Cala a Boca, foram para a Igreja, falar com o padre. Chegaram lá e o padre não estava, então a freira mandou eles esperarem. O Respeito não agüentou e foi ao banheiro. Depois, o padre chegou e perguntou a Cala Boca:
-Olá, menino!Qual é o seu nome?
-Cala a Boca.
-Que falta de educação!Perguntarei de novo: qual é o seu nome?-Cala a Boca!
-Menino!Cadê o respeito?
-Tá no banheiro, seu padre.

3. Uma família estava jantando em um restaurante. Findo o jantar, o pai disse ao garçom:- Embrulhe a carne que sobrou.
A gente vai levar para o nosso cachorro!
Imediatamente os filhos gritaram felizes:
- Oba!!!! O papai vai comprar um cachorro para a gente!!!!

Curiosidades

Carnaval – Origem

Etimologicamente encontramos: “carne vale”- “adeus carne” ou “despedida da carne”- assim significaria a cessação do consumo de carne antes da quaresma..
Encontramos ainda “carnem levare”- suspender ou retirar a carne. Conta-se que o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da Quaresma, o título de “dominica ad carnes levandas”; a expressão haveria sido sucessivamente, carneval ou carnaval”.
Interpreta-se também como originário do termo em latim “currus navalis” evoluindo para Carnaval, em alusão ao fato de que os gregos e romanos costumava-se, exibir um altar em procissão, em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco.
Possivelmente no séc.VI antes de Cristo, na Grécia, encontramos pinturas de vasos gregos com figuras mascaradas a desfilar em procissão , com pompas , cultuando o deus Dionísio.


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domingo, fevereiro 11, 2007





Itália-Caminho para Pádua-Mestre-Veneza- Nov.2005
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Estrela do mar
(1952)
Marcha-rancho Composição: Paulo Soledade e Marino Pinto
Interpretação: Dalva de Oliveira


Um pequenino grão de areia,

Que era um pobre sonhador

Olhando o céu viu uma estrela

Imaginou coisas de amor, ô ô ô

Passaram anos muitos anos

Ela no céu ele no mar

Dizem que nunca o pobrezinho

Pôde com ela se encontrar.


Se houve ou se não houve

Alguma coisa entre eles dois

Ninguém soube até hoje explicar,

O que há de verdade

É que depois, muito depois,

Apareceu a estrela do mar.

Um pequenino grão de areia,

Que era um pobre sonhador

Olhando o céu viu uma estrela

Imaginou coisas de amor, ô ô ô

Passaram anos muitos anos

Ela no céu ele no mar

Dizem que nunca o pobrezinho

Pôde com ela se encontrar.


Se houve ou se não houve

Alguma coisa entre eles dois

Ninguém soube até hoje explicar,

O que há de verdade

É que depois, muito depois,

Apareceu a estrela do mar.
Passaram anos muitos anos

Ela no céu ele no mar

Dizem que nunca o pobrezinho

Pôde com ela se encontrar.


Se houve ou se não houve

Alguma coisa entre eles dois

Ninguém soube até hoje explicar,

O que há de verdade

É que depois, muito depois,

Apareceu a estrela do mar.

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domingo, fevereiro 04, 2007



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1. DIREITO À VIDA E O ABORTO

II-"Aborto- os direitos do nascituro- os direitos da mãe". (continuação).
Análise dos argumentos abortistas: 6. “Justifica-se o aborto nos casos em que há risco de vida para a mãe?”

Observamos que mui costumeiramente é usado um eufemismo para caracterizar esta situação de abortamento, usa-se o termo "terapêutico", fala-se em “aborto terapêutico”.
Ora terapia significa cura e neste caso não há cura.
Com os recursos de que dispões a Medicina nos dias de hoje praticamente não há circunstâncias em que se deva optar entre a vida da mãe e do filho. Atualmente, a ciência médica garante que praticamente não há circunstâncias em que se deva optar entre a vida da mãe ou do filho.
Nos idos de 1951, o Congresso de Cirurgiões do American College concluía o seguinte "todo aquele que faz um aborto terapêutico ou ignora os métodos modernos para tratar as complicações de uma gravidez ou não quer dispor de tempo para usá-los". Mesmo nos caso de gestações "ectópicas" ou que se desenvolvem fora do útero materno, a intervenção médica consegue superar esta dificuldade.


Deve-se considerar que mesmo quando há complicações na gravidez os esforços devem voltados para preservar ambas as vidas, da mãe e do filho, não se podendo simplesmente induzir a morte de algum deles.
Nos países em desenvolvimento, cada ano, é estimado que morra cerca de 585.000 mulheres—aproximadamente uma mulher por minuto devido às complicações de gravidez, do parto e do aborto em condições de risco.

As complicações relacionadas à gravidez causam entre 25% e 50% das mortes das mulheres em idade reprodutiva nos países em desenvolvimento, comparado com menos do 1 % nos Estados Unidos. Em alguns países em desenvolvimento, as complicações relacionadas com a gravidez são a causa principal de morte nas mulheres em idade reprodutiva.

Na média, é 18 vezes mais provável que uma gravidez resulte em morte materna nos países em desenvolvimento do que nos países desenvolvidos. Ainda, milhões de mulheres nos países em desenvolvimento sofrem graves doenças e incapacidades, dor pélvica crônica, doença inflamatória pélvica (DIP), incontinência e infertilidade, causadas pela gravidez ou suas complicações.
Quase todas estas mortes poderiam ser prevenidas. Neste caso falta um acompanhamento pré-natal adequado e serviços médico-hospitalares adequados.
A solução não é e não pode ser simplesmente ser o abortamento, ou como é popularmente conhecido o aborto.
A omissão da sociedade, dos órgãos governamentais de propiciar à população como um todo um atendimento mais adequado, com profissionais de saúde capacitados, hospitais devem ser considerados ao invés da solução imediatista, criminosa de matar um ser indefeso: o nascituro, aquele ser humano, mais fragilizado, totalmente impotente.
A morte destas mulheres não pode ser atribuída ao fato gravidez, por si só, mas sim ao descaso da sociedade como um todo de proporcionar um atendimento médico-hospitalar adequado.
Se a vida é um direito inviolável, eliminar a vida pelo aborto é sempre um crime de violação do fundamento dos direitos humanos, que é a vida. Esse direito não permite qualquer exceção. Nem o estupro, nem o risco de vida podem violar um direito inviolável. Nem mesmo o Código Penal pode prever qualquer exceção. O Código pode despenalizar, mas não pode descriminalizar o aborto. Eliminar a vida é sempre crime.




2. A História do Voto no Brasil – (continuação)
2.7. Pacote de abril
Década de 70.
Os chamados anos de chumbo desgastaram a imagem dos governos militares, que em 1974 assistiram ao crescimento do MDB nas urnas.
Na tentativa de calar a oposição, o governo baixou em 1976 o decreto apelidado de Lei Falcão, em referência ao ministro da Justiça Armando Falcão.
Na propaganda eleitoral, foram permitidas apenas fotos dos candidatos e a voz de um locutor anunciando seu currículo.
Para evitar novo fracasso nas eleições de 1978 para o Senado, o governo editou o que ficou conhecido como Pacote de Abril, como explica Jairo Nicolau.
"O Pacote de Abril foi outra artimanha, uma intervenção mais forte. Cada estado tem três senadores, e, na eleição de 78, eram apenas dois senadores, um eleito diretamente e outro, indiretamente.
De que maneira? Eleito pela Assembléia Legislativa de cada estado. Como a Arena era o partido majoritário, seus senadores foram eleitos em praticamente todos os estados, com exceção da Guanabara, onde o MDB era o partido majoritário".A população reagiu com ironia à medida do governo, apelidando os eleitos pelas Assembléias Legislativas de senadores biônicos.
Mesmo com todas essas manipulações, o MDB, liderado pelo deputado Ulysses Guimarães, saiu vitorioso nas eleições de 1978, obtendo 57% dos votos. Um ano depois, o governo extinguiu o bipartidarismo e o pleito de 1982 sinalizava o fim do autoritarismo.

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Continua nas próximas postagens! (Próximo tema: Década de 80: as Diretas-Já)


Língua Portuguesa
1 - Não ponho a mão no fogo por ninguém:
Na Idade Média, quando alguém se dizia inocente diante de algum fato, tinha de provar pegando numa barra de ferro incandescente e caminhando alguns metros na frente do juiz e das testemunhas. Depois de três dias retirava-se o curativo e, se não houvesse sinais de queimaduras, o que era quase impossível, o suspeito era considerado inocente.

2 - Nunca pronuncie a consoante que antecede outra como se houvesse uma vogal entre elas. Assim: opção e não "o-pi-ção", ad-vogado e não "a-de-vogado", estag-nar e não "esta-gui-nar", adep-to e não "adé-pi-to", sub-solo e não "su-bi-solo", ab-soluto e não "a-bi-soluto", Ed-gar e não "E-di-gar", ec-zema e não "e-qui-zema", etc.


3 – Blitz – do alemão (blitzkrieg)- guerra-relâmpago

4 – Caçula- do quimbundo ( Kasule)- o mais novo dos filhos

5 – Pipoca- do tupinambá (pipóka)-pele estourada.




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domingo, janeiro 21, 2007

Bem-vindo (a), carinhosamente minha saudação!


Temas em reflexão – Sucessão - União Estável-
Se uma pessoa vivendo com outra, esta pessoa tem um outro filho fora deste relacionamento, como ficará em caso de falecimento, no que diz respeito à herança?
Quando duas pessoas de sexo diferentes vivem como casados fossem, com intenção de conviverem como família, estamos diante da união estável, como define o Código Civil.
No caso de União Estável, se não estiver sido estabelecido outro regime pelo casal, prevalece a regra do regime de comunhão parcial de bens.
No regime de comunhão parcial de bens os bens adquiridos na constância da sociedade conjugal, ou da união estável, pertencem de forma ideal ao casal, é como se cada um tivesse a metade do bem. Assim por exemplo se durante o tempo de convívio houve a compra de um imóvel de 100 hectares, é como 50 hectares pertencessem a cada um.
Ao falecer um dos cônjuges, metade pertencerá ao marido ou a mulher, por meação, não por herança, porque na realidade o marido ou a mulher tinham na constância da sociedade conjugal este direito. A outra metade será dividida entre o cônjuge sobrevivente e o herdeiro, no caso o filho independente de ter sido gerado fora do relacionamento.
No exemplo mencionado, cinqüenta hectares ficarão com o marido ou mulher, sobrevivente, e os outros cinqüenta serão divididos entre a mulher e o filho não comum.
Observem-se ainda aquelas situações em que um dos cônjuges recebeu uma herança quando estava vivo, neste caso chama-se bem particular e pertence por inteiro ao cônjuge falecido e será divido entre o descendente e o cônjuge sobrevivente.

A Matéria encontra-se disposta nos artigos seguintes do Código Civil.
DA UNIÃO ESTÁVEL
Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família.
Art. 1.725. Na união estável, salvo contrato escrito entre os companheiros, aplica-se às relações patrimoniais, no que couber, o regime da comunhão parcial de bens.
Art. 1.658. No regime de comunhão parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na constância do casamento, com as exceções dos artigos seguintes.
Art. 1.662. No regime da comunhão parcial, presumem-se adquiridos na constância do casamento os bens móveis, quando não se provar que o foram em data anterior.
Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes:
I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho;
II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles;
III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança;
IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança.

Autor da herança- é a pessoa que faleceu.
Descendentes-filhos, netos, bisnetos.....




1. DIREITO À VIDA E O ABORTO
II-"Aborto- os direitos do nascituro- os direitos da mãe". (continuação).
Análise dos argumentos abortistas: "Nos casos de má formação, como anencefalia, do feto deve-se abortar”.

Declara o Doutor Dernival Brandão [1]: “Anencefalia fetal é uma malformação congênita que se caracteriza geralmente pela ausência da abóbada craniana e massa encefálica reduzida. O termo anencefalia é impróprio, uma vez que não há ausência de todo o encéfalo, como o termo sugere. O encéfalo compreende várias partes, sendo as principais o telencéfalo (cérebro ou hemisférios cerebrais), o diencéfalo (do qual fazem parte o tálamo e o hipotálamo), o tronco encefálico (mesencéfalo, ponte e medula oblonga). O cérebro é a parte anterior e superior da massa encefálica e ocupa a maior parte da cavidade craniana
Quanto ao anencéfalo, quanto às partes do sistema nervoso, bem assim do funcionamento dos órgãos e dos sistemas vitais de circulação e respiração, não há como afirmar que se trata, aí, de ser morto, quer no ventre materno, quer na vida extra-uterina. Ao contrário, na primeira situação, cuida-se de conceptus sed non natus, que se desenvolve na fase intra-uterina, podendo alcançar a maturação e ter nascimento com vida.
O feto anencefálico é ser humano vivente e, assim, porque portador da vida e da dignidade de ser humano, possui a proteção da Constituição, das leis civis e penais.
A grave deficiência no nível encefálico superior ou cortical de seu sistema nervoso, na expressão de Arthur Guyton, surgida no curso do desenvolvimento fetal, não lhe altera, à evidência, a natureza de ser humano, presente desde sua concepção, a qual o acompanha até a morte.
Também, sequer, à luz da ciência, caberia ver morte encefálica no ser humano com anencefalia. Há unidades de níveis medular e encefálico inferior do sistema nervoso desses seres humanos, cujo funcionamento basta, por si só, a afastar a caracterização de suspensão definitiva de todas as funções do encéfalo.
A morte encefálica não se dá apenas com a ausência ou suspensão definitiva das atividades do sistema nervoso de nível superior ou cortical, mas de "todas as funções do encéfalo".
Releva, na espécie, ter, presente a condição do recém-nascido e as perplexidades científicas apontadas no documento de 1996 do Comitê para a Bioética, da Itália, no que concerne ao "conhecimento ainda imperfeito da neurofisiologia neonatal, em sentido geral", conforme se fez aceno ao ponto no item anterior.
A interrupção da gravidez de feto anencefálico, colimando e obtendo sua morte e impedindo-o, assim, de prosseguir o desenvolvimento intra-uterino, outra caracterização não pode ter senão a de aborto, nos termos dos arts. 124, 125 e 126, do Código Penal.
O anencefálico é um ser humano vivente e a reduzida expectativa de vida não limita os seus direitos e a sua dignidade.
Não se pode considerar gravidez patológica, quando o produto da concepção vem a manifestar-se, na vida intra-uterina, como feto anencefálico.
A eventual anomalia do feto não implica gravidez patológica; esta ocorre nos casos anormais de gravidez extra-uterina, ou molar.
A vida humana não está apenas num órgão, como o cérebro, por mais importante que ele seja.
A vida está no conjunto das funções do organismo.

No caso desses fetos, tanto é verdade que são seres vivos, que eles podem se desenvolver no seio da mãe e chegar até à maturidade, para nascerem. Se não fossem seres vivos, não se desenvolveriam. E são seres vivos humanos.
A verdade é que muitos deles já abortam naturalmente e os que nascem não podem viver por muito tempo fora do seio da mãe.
Considerando que esses fetos não têm nenhuma chance de sobreviverem, não seria melhor eliminá-los logo, sem esperar que nasçam?
Pensar assim, seria introduzir um princípio perigoso. A vida deve ser respeitada sempre, não importando quantos anos, dias, ou minutos alguém possa viver. Contrariamente, poderemos chegar também a concordar com a supressão da vida dos doentes terminais, dos idosos, dos que têm doenças incuráveis.
Recentemente encontramos notícia sobre o assunto:
“Bebê brasileira com anencefalia completou 51 dias de nascida


SÃO PAULO, 13 Jan. 07 (
ACI) .- Contra todo prognóstico, a pequena Marcela de Jesus Galante Ferreira completou 51 dias de vida. A menina nasceu em 20 de novembro com anencefalia, uma má formação congênita que supõe a ausência de todo ou parte do cérebro, e implica a morte da pessoa após poucas horas de nascer.
A bebê, que se converteu em um símbolo da luta
pro-vida no Brasil, mantém-se estável e desde 22 de dezembro não apresenta complicação médica alguma. Esse dia superou uma parada cardíaca.
Marcela respira com ajuda de um capacete de oxigênio, passa períodos de até 10 minutos no colo de sua mãe, a agricultora Cacilda Galante, e é alimentada com leite por sonda.
A longevidade da menina é todo um recorde entre os bebês com anencefalia no Brasil, onde faz cinco anos em Goiás, outro bebê com a mesma má formação viveu três meses.
Marcela nasceu em 20 de novembro e sua sobrevivência surpreende a todos, pois as
crianças que nascem com anencefalia, morrem geralmente aos poucos minutos ou horas de nascer. Marcela possui o bulbo cerebral e a medula, que controlam a respiração, batimentos do coração e reflexos.

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=8873”

[1] Entrevista com Dernival da Silva Brandão, Especialista em Ginecologia e Obstetrícia.Zenit.org.
Próximo post: 6. “Justifica-se o aborto nos casos em que há risco de vida para a mãe?”



2. A História do Voto no Brasil – (continuação)
2.7. Bipartidarismo

Em 1968, o presidente Costa e Silva decretou o Ato Institucional número 5, o AI-5, que deu plenos poderes ao governo. O Congresso foi fechado e diversos parlamentares tiveram seus direitos cassados. Partidos políticos foram extintos e o bipartidarismo foi adotado no País: foram criados a Arena, que reunia partidos do governo, e o MDB, que aglutinava as "oposições". Em 1972, foram restauradas as eleições diretas para senador e prefeito, exceto para as capitais.
No entanto, como lembra com o cientista político Jairo Nicolau, os militares continuavam interferindo no processo eleitoral. Uma das artimanhas utilizadas pelo regime era a sublegenda. O partido que recorria à sublegenda podia apresentar até três nomes para disputar o cargo. Os votos dos três candidatos eram somados e, se a sublegenda vencesse nas urnas, o mais votado assumia o posto, mesmo que tivesse obtido menos votos do que seu adversário. O casuísmo é lembrado pelo professor: "esse sistema foi muito engenhoso, funcionou durante praticamente todo o Regime Militar. Deu estruturação aos interesses políticos da Arena e foi utilizado até no Regime Democrático, em 1986".
Próximo tema: Pacote de abril.
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')
Agência Câmara
Fonte: Agência Câmara Federal.
Continua nas próximas postagens! (Próximo tema: Bipartidarismo)


Língua Portuguesa
1- "Alugam-se" casas - O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.


2- Trata-se de-O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.


3 - Chegou a São Paulo- Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.


4 - Atraso implicará punição- Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.


5 - Vive à custa do pai- errado dizer às custas. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.


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terça-feira, janeiro 02, 2007

Bem-vindo (a), carinhosamente minha saudação!
1. DIREITO À VIDA E O ABORTO

II-"Aborto- os direitos do nascituro- os direitos da mãe". (continuação).
Análise dos argumentos abortistas: “4. Nos casos de estupro é recomendado o aborto, já que não houve por parte da mãe o desejo engravidar e, por conseguinte justifica-se o aborto”.

Ao aceitar o argumento de que a mãe tem o direito de matar seu próprio filho, porque resultante de uma gravidez "indesejada" teremos que aceitar que o filho também tem o direito de matar sua mãe quando indesejada por este. Afinal o filho não escolheu a mãe que tem e os direitos são iguais para todos.
O fato de a mãe ter sido vítima de um crime hediondo como o estupro, não justifica o extermínio, pelo médico, de uma vida inocente e indefesa.
Analisando a questão o Professor Filipe Aquino argumenta: “Muitas mulheres aprenderam a aceitar e amar o filho, gerado em um estupro, amando-o como um verdadeiro filho inocente que devia ser sacrificado pela culpa do pai. Uma vez nascido criou-se normalmente.........Em outros casos , a gestante,concordando em não abortar, mantendo, porém rejeição ao filho nascido, a solução pode completar-se mediante o instituto da adoção..... Também se conhecem casos, que não são meras exceções , de mães que queriam ou quiseram o filho de volta” [1].

A idéia de que o aborto auxilia o sofrimento da mulher estuprada é falsa, assim como é falso que o filho de um estupro seja alguém condenado à infelicidade. Das mulheres vítimas de estupro que engravidaram e deram à luz, boa parte das mulheres não se arrepende de não ter abortado, todas são unânimes em dizer que estariam morrendo de remorsos se tivessem matado o filho, e todas nutrem pela criança uma afeição especial, afirma o Padre Luís Carlos Lordi[2].
A criança não pode pagar com a vida o crime de estupro cometido pelo seu pai. Ainda a respeito do aborto por estupro, interessante posição é a seguinte: "Bem, no estupro temos uma vítima, a mulher, temos um agressor (ou agressores) o estuprador. Porém, se provocarmos o aborto condenaremos à pena Capital (morte) alguém que não cometeu crime algum, o feto.

Transcrevemos uma entrevista feita com uma mulher filha de uma vítima de estupro.

“O preço por ter um filho de um estupro é altíssimo. Mas o preço da consciência pesada é muito maior" (Maria Aparecida, 48 anos, vítima de estupro).

O testemunho que apresento hoje é de uma jovem de 23 anos, empregada doméstica com 2º grau incompleto, moradora do Bairro Jardim Progresso, em Anápolis, Goiás. Seu nome é Cíntia Aparecida Flávio. Tem um filho de três anos, chamado Rafael Francisco Flávio. Ela aceitou o convite de comparecer no programa "Em defesa da vida", transmitido pela Rádio Voz do Coração Imaculado, no dia 21/11/97.

Rafael, porém, não é filho de um estupro. Aliás, Cíntia nunca foi estuprada. Sua história é outra. A mãe de Cíntia, D. Carlinda José da Silva Flávio, é que foi violentada quando tinha 20 anos de idade. Quatro meses depois, descobriu que estava grávida. O "bendito fruto" desta violência foi Cíntia. A seguir, alguns trechos da entrevista:
Cíntia, você gostaria que sua mãe a tivesse abortado?
De maneira nenhuma.
Você ama a vida?
Nossa! Viver é tão maravilhoso!
Você ficou muito traumatizada quando soube que havia nascido de um estupro?
Eu soube quando tinha 7 anos. No início doeu. Eu ficava imaginando no colégio: Poxa, meus amigos nasceram de um amor, e eu de uma violência... Mas com o passar do tempo, eu vi: há tantas pessoas que são fruto de um amor e que não são felizes. E eu, graças a Deus, sou feliz. Eu tenho um pai maravilhoso, que se casou com minha mãe depois, me assumiu como filha, deu-me o nome dele... Eu sou uma pessoa muito mais feliz do que muitos que há por aí.
E sua mãe, quando olha para você, sente alguma rejeição?
Eu acho que minha mãe nunca sentiu isso. Acho que desde o momento em que eu mexi na barriga dela, ela teve certeza de que queria me ter. E ela sempre conversou comigo e nunca me escondeu nada. E hoje eu sei que ela pode olhar para mim com o maior orgulho...
Você tem irmãos?
Tenho. Mais dois filhos dela com meu pai e um adotivo.
Você é a mais velha?
Sou a mais velha.
Como é que os seus irmãos a tratam?
Muito bem. Entre a gente não há distinção.
Você deve ter uma gratidão especial por sua mãe, não tem?
"Vixe"! Muito! Ela é uma pessoa maravilhosa. Nossa!
Você acha que se sua mãe tivesse abortado, estaria hoje se sentindo bem?
Com certeza que não. Com a cabeça que minha mãe tem, com o coração que ela tem, eu sei que ela estaria com a consciência superpesada.
Se uma mulher estuprada resolve fazer um aborto, isto melhora ou piora a situação dela?
Deve piorar. Porque além da dor do estupro, ainda tem a dor de matar um ser que não tem culpa nenhuma...
Dessas duas dores, qual é a maior?
Acho que é a dor de matar, sem dúvida.
Anápolis, 23 de novembro de 1997.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz”.

O verdadeiro problema, há que não esquecer nunca, é a violação em si. Convém ter sempre presente que um aborto não resolve a agressão sofrida pela mulher violada: o aborto é um horror sobre outro horror.
No caso do aborto, a mulher decide verdadeiramente acerca de si própria?
Não estará precisamente decidindo acerca de alguém diferente, impedindo que se lhe conceda liberdade, privando-o do espaço de liberdade - a vida -, porque isso se encontra em concorrência com a sua própria liberdade? Então haverá que perguntar-se: que tipo de liberdade é essa, entre cujos direitos se conta o de suprimir, desde o princípio, a liberdade do outro?
Quando se quis legalizar o aborto em caso de violação, nos EUA, sem embargo de lá haver uma violação de seis em seis minutos, não foi possível arranjar uma única grávida que quisesse abortar. A legalização teve que ser feita a partir de um caso falso[3] .
Na Inglaterra o aborto foi legalizado na seqüência de outra violação inexistente.

Como já expressou a Real Academia de Doutores de Espanha:
"O concebido não é uma parte do organismo materno, senão um efetivo ser humano, perfeitamente individualizado, que, não pode ser objeto de disposição nem sequer de seus progenitores; ninguém, portanto, tem direito a destruir” [4] .
[1] Aquino, Filipe: “Aborto? .....Nunca!”.p.106 Lorena,São Paulo: Editora Cléofas.
[3] Trata-se do caso Roe vs Wade. Jane Roe ( de seu nome, Norma McCorvey) alegou ter sido violada por um gang quando de facto engravidara do namorado; Jane Roe -durante mais de 20 anos heroína do grupo pró-aborto americano- anunciou em 1995, a uma América estupefata, que a posição certa é a posição pró-vida, e desde então tem-se batido pela proibição do aborto. Para se ter uma noção do que está em jogo, nos cerca de 60 países que hoje têm aborto a pedido, tudo começou com o aborto em caso de violação.

[4] Documento-Informe de 25.04.1983, apud José Renato NALINI, Ética Geral e Profissional, p.117.


No próximo “post” abordaremos o seguinte argumento: “5. Nos casos de má formação, como anencefalia, do feto deve-se abortar”.

2. A História do Voto no Brasil – (continuação)
2.6. Foto no título

Foi também no início da década de 30 que o voto passou a ser secreto, após a criação do Tribunal Superior Eleitoral e dos Tribunais Regionais Eleitorais. Mas esses avanços duraram pouco. No final de 1937, após o golpe militar, Getúlio Vargas instituiu o Estado Novo, uma ditadura que se prolongou até 1945. Durante oito anos, o brasileiro não foi às urnas uma única vez. O Congresso foi fechado, e o período, marcado pelo centralismo político.
Depois da Segunda Guerra Mundial, com a vitória dos aliados, era grande a pressão pela volta à democracia, o que levou Vargas a permitir a reorganização partidária e a convocar eleições.
Em dezembro de 1945, o general Dutra foi eleito com 54,2% dos votos. Foram utilizadas cédulas eleitorais impressas com o nome de apenas um candidato, que eram distribuídas pelos próprios partidos.
Somente em 1955, a Justiça Eleitoral encarregou-se de produzir as cédulas. E para diminuir as fraudes, começou a ser exigida a foto no título eleitoral.
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')
Agência Câmara
Fonte: Agência Câmara Federal.
Continua nas próximas postagens! (Próximo tema: Bipartidarismo)


Língua Portuguesa
1 - "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.


2 - Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.


3 - Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.


4 – Nepotismo-do francês népotisme, mas sua origem remota é o latim nepote, declinação de nepos, sobrinho. Ainda no latim, o vocábulo era aplicado também a outros parentes, como netos e primos.
5 –Confraternizar- Não é correto dizer: "Os atletas se confraternizam". Esse verbo não é pronominal.

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segunda-feira, janeiro 01, 2007

Cidadania e Direito



ALPES- Neve-Caminho entre Suiça e Áustria-Nov.2005

Bem-vindo (a), carinhosamente minha saudação!
FELIZ 2007





Canta canta, minha gente
(1974)
samba
Música e letra: Martinho da Vila

Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
bis
Cantem o samba de roda
O samba-canção e o samba rasgado
Cantem o samba de breque
O samba moderno e o samba quadrado
Cantem ciranda e frevo
O coco, maxixe, baião e xaxado
Mas não cantem essa moça bonita
Porque ela está com o marido do lado


Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
Que a vida vai melhorar
Que a vida vai melhorar
bis


Quem canta seus males espanta
Lá em cima do morro ou sambando no asfalto
Eu canto o samba-enredo
Um sambinha lento ou um partido alto
Há muito tempo não ouço
O tal do samba sincopado
Só não dá pra cantar mesmo
É vendo o sol nascer quadrado


Canta, canta minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
Que a vida vai melhorar
Que a vida vai melhorar



Escute a música –acesse o site
http://www.paixaoeromance.com/





Mensagem para o tempo de Natal
Papa Bento XVI


Salvator noster natus est in mundo» (Missal Romano)
«Hoje nasceu o nosso Salvador»! Esta noite, uma vez mais, escutamos em nossas Igrejas este anúncio que, apesar do transcurso dos séculos, mantém inalterado o seu fulgor.
É anúncio celestial que convida a não temer porque se manifestou «uma grande alegria que será para todo o povo» (Lc 2,10).
É anúncio de esperança porque dá a conhecer que, naquela noite de mais de dois mil anos, «na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Cristo Senhor» (Lc 2,11).
Então, aos pastores acampados sobre as colinas de Belém e, hoje a nós, habitantes de todo este nosso mundo, o Anjo do Natal repete: "Nasceu-vos hoje o Salvador; nasceu para vós! Vinde, vinde para adorá-Lo!".
Mas, tem ainda algum valor e significado um "Salvador" para o homem do terceiro milênio?
Será ainda necessário um "Salvador" para o homem que alcançou a Lua e Marte, e se dispõe a conquistar o universo; para o homem que investiga indefinidamente os segredos da natureza e chega até decifrar os códigos maravilhosos do genoma humano?
Necessita de um Salvador o homem que inventou a comunicação interativa, que navega no oceano virtual da Internet e, graças às mais modernas tecnologias dos meios de comunicação, já fez da Terra, esta grande casa comum, uma pequena aldeia global?
Apresenta-se confiante e auto-suficiente artífice do próprio destino, fabricante entusiasta de indiscutíveis sucessos este homem do vigésimo primeiro século.
Parece, mas não é assim.
Nesta época de abundância e de consumo desenfreado, ainda se morre de fome e de sede, de doença e de pobreza.
Ainda existe quem é servo, explorado e ofendido na sua dignidade; quem é vítima do ódio racial e religioso, e é impedido, por intolerâncias e discriminações, por intromissões políticas e coerções físicas e morais, de professar livremente a própria fé.
Há quem vê o próprio corpo e dos seus seres queridos, especialmente crianças, destroçado pelo uso das armas, pelo terrorismo e por todo o tipo de violência numa época em que se invoca e proclama o progresso, a solidariedade e a paz para todos.
Ou mais, que dizer daquele que, privado de esperança, é obrigado a deixar a própria casa e a pátria para encontrar noutra parte condições de vida dignas para o homem?
Que fazer para ajudar quem é enganado pelos falsos profetas de felicidade, quem é frágil nas relações e incapaz de assumir responsabilidades estáveis para o próprio presente e para o futuro, encontra-se percorrendo o túnel da solidão e, com freqüência, termina escravo do álcool e da droga?
Que pensar de quem escolhe a morte pensando de exaltar a vida?
Como não pensar que, mesmo do fundo desta humanidade satisfeita e desesperada, levanta-se um clamor aflitivo de ajuda? É Natal: hoje entra no mundo «a luz verdadeira, que todo o homem ilumina» (Jo 1,9). «O Verbo fez-Se carne e habitou entre nós» (Ib. 1,14), proclama João evangelista.
Hoje, precisamente hoje, Cristo vem novamente «entre os Seus» e a quem o recebe dá «o poder de se tornar filho de Deus»; ou seja, oferece a possibilidade de ver a glória divina e de compartilhar a alegria do Amor, que em Belém fez-se carne por nós. Hoje mesmo, "o nosso Salvador nasceu no mundo", porque sabe que precisamos d’Ele.
Não obstante as numerosas formas de progresso, o ser humano permaneceu igual ao de sempre: uma liberdade dividida entre bem e mal, entre vida e morte.
É precisamente ali, no seu íntimo, naquilo que a Bíblia chama de "coração", donde ele tem sempre necessidade de ser "salvo". E, talvez, na época atual pós-moderna, tem ainda mais necessidade de um Salvador, porque a sociedade em que vive tornou-se ainda mais complexa, e mais enganosas tornaram-se as ameaças para a sua integridade pessoal e moral.
Quem pode defendê-lo senão Aquele que o ama, a ponto de sacrificar na cruz o seu Filho unigênito como Salvador do mundo? "Salvator noster", Cristo é o Salvador, também do homem de hoje.
Quem fará ressoar em cada canto da Terra, de modo credível, esta mensagem de esperança?
Quem se empenhará a fim de que seja reconhecido, tutelado e promovido o bem integral da pessoa humana, como condição da paz, respeitando cada homem e cada mulher na própria dignidade?
Quem ajudará a compreender que com boa vontade, sensatez e moderação é possível evitar que os contenciosos se agravem e, assim, levá-los a soluções justas?
Com viva apreensão penso, neste dia de festa, na região do Oriente Médio, ferida por numerosos e graves crises e conflitos, e faço votos que se abra a perspectivas justas e duradouras de paz, no respeito dos direitos inalienáveis dos povos que a compõem.
Deposito nas mãos do divino Menino de Belém os sinais do diálogo retomado entre Israelitas e Palestinos, que nos foi possível testemunhar nestes dias, e a esperança de novos reconfortantes progressos.
Confio que, depois de tantas vítimas, destruições e incertezas, sobreviva e prospere um Líbano democrático, aberto aos outros, em diálogo com as culturas e as religiões.
Faço um apelo a todos os que têm em mãos os destinos do Iraque, a fim de que cesse a inaudita violência que ensanguenta o País e seja assegurada, a cada um dos seus habitantes, uma existência normal. Invoco a Deus para que no Sri Lanka se ouça, entre as partes beligerantes, o anseio das populações por um futuro de fraternidade e de solidariedade; para que no Darfur e em qualquer parte da África acabem de vez os conflitos fratricidas, se cicatrizem logo as feridas abertas na carne daquele Continente e se consolidem os processos de reconciliação, de democracia e de desenvolvimento.
Conceda o divino Menino, Príncipe da Paz, que se extingam aqueles focos de tensão que tornam incerto o futuro de outras partes do mundo, tanto na Europa como na América Latina. "Salvator noster": esta é a nossa esperança; este é o anúncio que a Igreja faz ressoar também neste Natal. Com a Encarnação, lembra o Concílio Vaticano II, o Filho de Deus uniu-se de certa forma a cada homem (cf. Gaudium et spes, 22).
O Natal é, pois, também o natal do corpo, como observava o Pontífice São Leão Magno. Em Belém nasceu o povo cristão, corpo místico de Cristo no qual cada membro está unido intimamente ao outro por uma total solidariedade. O nosso Salvador nasceu para todos.
Devemos proclamá-lo não somente com palavras, mas também com toda a nossa vida, dando ao mundo o testemunho de comunidades unidas e abertas, nas quais reina a fraternidade e o perdão, a acolhida e o serviço recíproco, a verdade, a justiça e o amor.
Comunidade salva por Cristo. Esta é a verdadeira natureza da Igreja, que se nutre da sua Palavra e do seu Corpo eucarístico. Só redescobrindo o dom recebido a Igreja pode testemunhar a todos o Cristo Salvador; fá-lo-á com entusiasmo e ardor, no pleno respeito de toda tradição cultural e religiosa; fá-lo-á com alegria sabendo que Aquele que anuncia nada priva daquilo que é autenticamente humano, mas leva-o ao seu completamento.
Na verdade, Cristo vem somente para destruir o mal: o pecado. O resto, todo o resto Ele eleva e aperfeiçoa. Cristo não nos salva da nossa humanidade, mas por meio dela; não nos salva do mundo, mas veio no mundo para que o mundo seja salvo por meio d’Ele (cf. Jo 3,17).
Caros irmãos e irmãs, onde quer que estejam, chegue a vós esta mensagem de alegria e de esperança: Deus se fez homem em Jesus Cristo, nasceu da Virgem Maria e renasce hoje na Igreja. É Ele quem traz para todos o amor do Pai celestial. É Ele o Salvador do mundo! Não temam, abri vosso coração, acolhei-O, para que o seu Reino de amor e de paz se torne herança comum de todos. Feliz Natal!
[Tradução do original italiano distribuída pela Santa Sé © Copyright 2006 - Libreria Editrice Vaticana


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segunda-feira, dezembro 11, 2006

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1. DIREITO À VIDA E O ABORTO

II-"Aborto- os direitos do nascituro- os direitos da mãe". (continuação).
Análise dos argumentos abortistas: "É melhor abortar, porque sou jovem e tenho que seguir meus estudos e minhas realizações profissionais”.
Atente-se inicialmente que o abortamento significa eliminação de uma vida, pois mãe e fetos são unidades biológicas distintas, tanto é assim que muitas vezes num acidente de carro, por exemplo, a mãe morre, mas o feto sobrevive.
Ao argumento de que a mulher pode dispor de seu corpo opõe a realidade de uma outra vida mais frágil que jamais se confundirá com o corpo da mãe e, portanto merece proteção especial. A mulher estaria decidindo não sobre seu próprio corpo, mas sobre o de um ser que não é ela, ainda que esteja temporariamente dentro dela.
O "desejo" ou "não desejo" não afeta em nada a dignidade e o valor intrínseco de uma pessoa. A criança não é uma "coisa" cujo valor pode ser decidido por outro de acordo com seu estado de ânimo.

Por outro lado, que uma mulher não esteja contente com sua gravidez durante os primeiro meses não indica que esta mesma mulher não vá amar a seu bebê uma vez nascido.
Pode ser comprovado que nos países onde o aborto é legalizado, aumenta-se a violência dos pais sobre as crianças, especialmente a da mãe sobre seus filhos ainda quando são planejados e esperados. A resposta a isto é que quando a mulher violenta sua natureza e aborta, aumenta sua potencialidade de violência e contagia esta à sociedade, a qual vai se tornando insensível ao amor, à dor e à ternura.
Seguir os estudos, realizações profissionais não podem ser justificativas para se eliminar uma vida humana.
Devem-se desenvolver mecanismos governamentais e dentro da própria sociedade organizada de defesa da vida. O amparo efetivo à mulher gestante em dificuldades; o incentivo à pesquisa relativa às doenças genéticas e hereditárias, o acolhimento desta mulher, principalmente ao se tratar de adolescente, para que ela complete o seu desenvolvimento e assuma verdadeiramente o papel de mãe.
As conseqüências do abortamento trazem transtornos emocionais, psíquicos e psicológicos irreversíveis, ao passo que a gravidez, mesmo dita indesejada, pode ser acompanhada com sucesso restabelecendo o necessário equilíbrio da mulher.
Um “erro” não serve para justificar outro. Vê-se que a solução buscada de simplesmente eliminar uma vida, além de não ser uma solução é um crime. O aborto torna a sociedade insensível, ao amor, à dor, à ternura, à própria vida.
A Doutora Wanda Franz
[1] alerta: “....quando uma mulher aceita submeter-se a um aborto, ela concorda em assistir à execução do seu próprio filho.Esta amarga realidade que ela tem de encarar, é exatamente o oposto do que a família e a sociedade esperam que as mulheres sejam:pacientes, amorosas, maternais.Isso também vai contra a realidade biológica da mulher , que é preparada especialmente para gerar e cuidar do seu filho ainda não nascido. Assumir o papel de matadora......é extremamente doloroso e difícil, O aborto é tão contrário à ordem natural das coisas, que ele automaticamente induz uma sensação de culpa na mulher”.
[1] PHD,Professora Associada de Recursos Familiares na Universidade de West Vírginia, USA., “What is pos-abortion Syndrome?. Tradução Dr. Herbet Praxerdes, Prof. TiT.Universidade Federal Fluminense,Arquivos Brasileiros de Medicina, julho 1995,nº 7,pp.359-361.

No próximo “post” abordaremos o seguinte argumento: “4. Nos casos de estupro é recomendado o aborto, já que não houve por parte da mãe o desejo engravidar e, por conseguinte justifica-se o aborto.”.

2. A História do Voto no Brasil – (continuação)
2.6. Década de 30: surgem os votos secreto e feminino.
A década de 30 se iniciou com o País em clima revolucionário. A queda da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929, contaminou o mundo, provocando a suspensão dos créditos internacionais no Brasil. O principal produto de exportação, o café, perdeu seu maior mercado consumidor, o norte-americano, levando o setor a uma crise sem precedentes.
Em meio à insatisfação que tomou conta da população, Getúlio Vargas protagonizou o golpe que tirou o presidente Washington Luís do governo. Apesar da crise, havia esperanças de que a cidadania seria ampliada e de que haveria eleições livres e diretas.
A presença feminina, cada vez mais marcante, chegou às urnas.
Em 1932, foi instituída uma nova legislação eleitoral e as mulheres conquistaram o direito ao voto. A professora Ana Maria Amarante, juíza do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, analisa essa difícil conquista: "A mulher conquistou o direito ao voto, mas pouco pode exercê-lo durante um período bastante longo. Só com a redemocratização de 1945 é que se abririam os horizontes para o pleno exercício do sufrágio feminino", afirma.
(Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara')
Agência Câmara
Fonte: Agência Câmara Federal.
Continua nas próximas postagens! (Próximo tema: Foto no título)


Língua Portuguesa
1 - "Mal cheiro", "mau-humorado".-Mal opõe-se a bem, e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.


2 - "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal (não se flexiona, não se usa no "plural"): Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.


3 - "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.


4 - "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.


5 - Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.


CPRH -PE
Desmatamento, poluição atmosférica, poluição industrial, lixo e manguezais , poluição sonora.

2123-1923, Disque Ecologia.
De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 17h
Denúncia on-line: www.cprh.pe.gov.br


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domingo, dezembro 10, 2006


Insbruck-Teatro-Aústria-Nov.2005
ARTE
Bem-vindo (a), carinhosamente minha saudação!

Última Inspiração

1940
Composição: Peterpan
Interpretação: Carlos Galhardo

Eu sempre fui feliz

Vivendo só, sem ter amor

Mas o destino quis

Roubar-me a paz de sonhador


E pôs num sonho meu

Um olhar de ternura

De alguém que mesmo em sonho

Roubou minha ventura

Sonhei com esse alguém

Noites e noites sem cessar

Por fim alucinado

Fui pelo mundo a procurar

Aquele olhar tristonho

Da cor do luar

Mas, tudo foi um sonho

Pois, não pude encontrar


Mas, na espinhosa estrada desta vida,

Sem querer, um dia,

Encontrei com esse alguém

Que tanto eu queria


Esse alguém que mesmo em sonho

Eu amei com tanto ardor

Não compreendeu a minha dor

Foi inspirado então,

Na ingratidão de quem amava tanto

Que fiz esta triste valsa

Triste como o pranto


Que me mata de aflição

Bem sei que esta valsa será

A minha última inspiração.

Foi inspirado então,

Na ingratidão de quem amava tanto

Que fiz esta triste valsa

Triste como o pranto

Que me mata de aflição


Bem sei que esta valsa será

A minha última inspiração.


Música gravada inicialmente por João Petra de Barros em 1940, fez grande sucesso.
Vários cantores também a gravaram, inclusive o "Rei da Valsa" Carlos Galhardo. Peterpan era o nome artístico de José Fernandes de Paula, nascido em 21/1/1911 em Maceió AL.
Compositor e instrumentista, transferiu-se com a família para o Rio de Janeiro aos onze anos de idade. Foi casado com a cantora Nena Robledo, irmã de Emilinha Borba, uma das mais famosas cantoras de músicas carnavalescas das décadas de 40 e 50.
Famoso compositor de sambas e marchinhas de carnaval, também compôs algumas maravilhas românticas como "Se queres saber" gravada por Nana Caymmi e "Se você se importasse", gravada por Doris Monteiro, tornando-se o maior sucesso da carreira de Doris, além de "Ultima inspiração".
Peterpan faleceu em 28/4/1983 no Rio de Janeiro.
O cantor Carlos Galhardo, nome artístico de Catello Carlos Guagliardi, nasceu em Buenos Aires em 24/4/1913 filho de pais italianos, mas sua família mudou-se para São Paulo logo após seu nascimento.
Quando tinha um ano de idade sua família mudou-se para o Rio de Janeiro onde passou a infância.
Lançou seu primeiro disco em 1933 com as marchas "Você não gosta de mim" dos irmãos Valença e "Que é que há" de Nelson Ferreira com acompanhamento do grupo da Guarda Velha. Seu grande sucesso foi a canção natalina "Boas Festas" de Assis Valente, de 1932, que faz sucesso até os dias de hoje: "Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel....".
Essa música ajudou muito a carreira de ambos. Carlos Galhardo, Orlando Silva, Sílvio Caldas e Francisco Alves tornaram-se os quatro cantores mais famosos do Brasil da era do rádio. Em 1953 foi eleito "Rei do Disco" pela "Revista do Disco" e foi conhecido também como o "Rei da Valsa". Faleceu em 25/7/1985 no Rio de Janeiro.

Ouça a música no site: http://www.paixaoeromance.com/40decada/ultima_inspira/h_ultima_inspiracao.htm

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sábado, dezembro 09, 2006


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1. DIREITO À VIDA E O ABORTO

II-"Aborto- os direitos do nascituro- os direitos da mãe". (continuação).
Análise dos argumentos abortistas: “É melhor abortar, do que ter filhos sem as condições necessárias de sustento, educação, moradia".

As soluções fáceis na maioria das vezes não levam em consideração todos os aspectos éticos, morais, sociais, políticos envolvidos. Necessário quando nos deparamos com problemas difíceis, decorrente da própria miséria humana, termos o devido cuidado para não reproduzirmos soluções outrora apresentadas por teorias totalitaristas com o fascismo, nazismo e comunismo.
Ensina o Professor Filipe Aquino¹: “Há sempre duas maneiras de solucionar um problema: a primeira, será fácil: improvisada, rápida, cômoda, egoísta e sem sacrifícios; a segunda, será difícil: demorada, planejada, árdua e dispendiosa. A segunda será eficaz e duradoura; a primeira, inócua e falsa”.

Matar um ser humano não será, nem nunca foi solução para problemas educacionais, de saúde, de alimentação, de moradia, de o próprio viver em sociedade.
A tese de que a simples redução populacional de um país signifique prosperidade, é reconhecidamente falsa, e conhecida de perto por nós brasileiros.
O Brasil, por exemplo, reduziu em 50% (cinqüenta por cento) a taxa de fertilidade em vinte anos, nem por isto reduziram-se os graves problemas sociais que atravessamos, pelo contrário multiplicou-se.
A propalada explosão demográfica descrita por Malthus, é usada tão somente par justificar a intervenção nos assuntos internos dos países menos desenvolvidos à busca de um processo de globalização em que se acentua cada vez mais o fosso entre países ricos e pobres.
A erradicação da miséria requer políticas econômicas e sociais em que se valorizem o ser humano ao invés de simplesmente eliminar a vida. Sabemos que os recursos existem, principalmente no Brasil, basta verificarmos a soma de quantias desviadas nos mais recentes escandâ-los nacionais.
A conclusão óbvia a que chegamos é de que não se concebe o aborto como meio erradicar a miséria social em que vivemos.
O argumento por si só é falacioso e a história recente da humanidade nos prova o contrário, como na Europa em que a política de controle de natalidade provocou nos últimos decênios efeito contrário: o envelhecimento da população e decréscimo acentuado da natalidade. Recentemente a França adotou o incentivo à natalidade.

No próximo “post” abordaremos o seguinte argumento:” É melhor abortar, porque sou jovem e tenho que seguir meus estudos e minhas realizações profissionais”.

1. http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=MORAL&id=mor0131.Acessado em 9/12/2006, 20h22min.

Menina com anencefalia completa 16 dias de vida e sua saúde melhoraSÃO PAULO, 06 dez. 2006 (ACI - 08:02 pm).- Marcela de Jesus Galante Ferreira completou 16 dias de vida, contra as expectativas de todos os médicos devido à anencefalia da qual sofre. A pequena apresenta melhoras em seu estado de saúde, conforme assinalou a pediatra Marcia Beani, que considera a possibilidade de lhe dar alta nos próximos dias.


2. A História do Voto no Brasil – (continuação)
2.5. Dois governadores eleitos
O voto direto para presidente e vice-presidente apareceu pela primeira vez na Constituição Republicana de 1891. Prudente de Morais foi o primeiro a ser eleito dessa forma.
Foi após esse período que se instalou a chamada política do café-com-leite, em que o governo era ocupado alternadamente por representantes de São Paulo e Minas Gerais.
O período da República Velha, que vai do final do Império até a Revolução de 1930, foi marcado por eleições ilegítimas. As fraudes e o voto de cabresto eram muito comuns, com os detentores do poder econômico e político manipulando os resultados das urnas.
Em uma eleição desse período, ocorrida no Rio de Janeiro, tantos eleitores votaram duas vezes que foi preciso empossar dois governadores e duas Assembléias Legislativas.
Para o cientista político Jairo Nicolau, autor de um livro sobre a história do voto, a República representou um retrocesso em relação ao Império, em razão da prática do voto de cabresto. "As eleições deixaram de ter relevância para a população, eram simplesmente uma forma de legitimar as elites políticas estaduais.
Elas passaram a ser fraudadas descaradamente, de uma maneira muito mais intensa do que no Império. Dessa época vêm as famosas eleições a bico de pena: um dia antes da eleição, o presidente da Mesa preenchia a ata dizendo quantas pessoas a tinham assinado, fraudando a assinatura das pessoas que compareciam", narra.
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Língua Portuguesa
Expressões populares

1.Não ponho a mão no fogo por ninguém: na Idade Média, quando alguém se dizia inocente diante de algum fato, tinha de provar pegando numa barra de ferro incandescente e caminhando alguns metros na frente do juiz e das testemunhas. Depois de três dias retirava-se o curativo e, se não houvesse sinais de queimaduras, o que era quase impossível, o suspeito era considerado inocente.

2.Pagar o pato: vem de um antigo jogo de destreza feito nas aldeias portuguesas, na qual os garotos saiam correndo atrás de um pato para agarrá-lo. Quem conseguisse, levava o bichinho direto para o caldeirão. Porém, quem tomasse um “olé” da ave e a deixasse escapar, acabava pagando por ela, sem carregá-la para casa.

3.Não entendi patavina: os romanos não compreendiam uma palavra do que dizia o historiador do Império Romano Tito Lívio. Acontece que ele tinha nascido em Patavium (atual Padova ou Pádua, na Itália), onde se falava um Latim muito antigo e incorreto, incompreensível aos ouvidos sofisticados. Por isso, os romanos passaram a se referir a Tito como “o Patavino”.


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domingo, novembro 26, 2006

POESIA



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Abismo de Rosas.
(Canhoto / João do Sul).

Ao amor em vão fugir
Eu
Procurei,
Pois tu
Breve me fizeste ouvir
Tua voz, mentira deliciosa...
E hoje é meu ideal
Um abismo de rosas,
Onde a sonhar
Eu devo, enfim, sofrer e amar !

Mas hoje que importa
Se tu'alma é fria ?
Meu coração se conforta
Na tua própria agonia .
Se há no meu rosto
Um rir de ventura,
Que importa o mudo desgosto
De minha dor assim,
Sem fim...

Se minha esperança
O que não se alcança
Sonhou buscar,
Devo calar
Hoje o meu sofrer
E jamais dele te dizer.
O amor se é puro
Suporta obscuro,
Quase a sorrir,
A dor de ver,
A mais linda ilusão morrer.
Humilde, bem vês que vou,
A teus pés levarMeu coração,que jurou
Sempre ser amigo e dedicado,
Tenha, embora, que viver,
Neste sonho enganado,
Jamais direi
Que assim vivi porque te amei

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